O cenário do universo cinematográfico de Star Wars passa por uma fase de transição significativa com a iminente saída de Kathleen Kennedy da liderança da Lucasfilm. Em um momento de balanço sobre as produções futuras da franquia, a executiva ofereceu uma visão abrangente sobre diversos projetos em desenvolvimento. No entanto, o que mais chamou a atenção dos observadores e fãs foi uma notável ausência: nenhuma menção foi feita ao filme solo previamente anunciado, centrado na personagem Rey Skywalker, interpretada por Daisy Ridley. Este projeto, que prometia explorar uma nova era para a Ordem Jedi sob a liderança de Rey, foi um dos pilares de anúncios anteriores, gerando grande expectativa. A omissão levanta questionamentos sobre o seu status atual, enquanto outros títulos recebem atualizações detalhadas, delineando um futuro complexo e multifacetado para a saga intergaláctica nos cinemas, que busca consolidar sua narrativa e expandir seu alcance.
O Silêncio Sobre Rey e a Incerteza Criativa
A Lacuna do Projeto Rey Skywalker
A ausência de qualquer menção ao filme solo de Rey Skywalker durante as recentes declarações de Kathleen Kennedy marca um ponto de interrogação sobre o futuro de um dos projetos mais aguardados da Lucasfilm. Anunciado com grande pompa em 2023, durante a Star Wars Celebration, o filme prometia trazer de volta Daisy Ridley no papel da Jedi Rey, quinze anos após os eventos de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”. A diretora Sharmeen Obaid-Chinoy foi confirmada à frente da produção, com um enredo focado na tentativa de Rey de reconstruir a Ordem Jedi, baseando-se nos ensinamentos dos livros sagrados e em sua promessa a Luke Skywalker. Na época, Kennedy havia assegurado que a equipe estava “bastante avançada” e que o desenvolvimento já durava “alguns anos”. Contudo, o silêncio atual contrasta com a robustez dos detalhes oferecidos para outros títulos, alimentando especulações sobre possíveis entraves. Rumores anteriores, divulgados por veículos especializados em 2024, já indicavam debates internos na Lucasfilm sobre o destino de Rey e a complexidade de conciliar múltiplos projetos que desejavam utilizar a personagem, além de contratempos na produção de Obaid-Chinoy, como a saída do roteirista Steven Knight. Essa lacuna de informações destaca a fluidez e os desafios inerentes ao desenvolvimento de grandes produções, especialmente em uma franquia com a magnitude de Star Wars, onde as expectativas dos fãs são sempre elevadas.
A Reconfiguração da Trilogia de Simon Kinberg
Em contraponto à falta de informações sobre o filme de Rey, a trilogia proposta por Simon Kinberg recebeu uma atualização mais específica, ainda que revele um caminho sinuoso e exigente. Kinberg, conhecido por trabalhos como “X-Men: Fênix Negra”, apresentou um roteiro em agosto que, segundo Kennedy, era “muito bom, mas não estava lá”, sugerindo a necessidade de revisões profundas para alinhar a visão criativa aos padrões da Lucasfilm. Consequentemente, a narrativa passou por uma reestruturação completa, com a equipe dedicando um tempo considerável à elaboração de um tratamento detalhado, que alcançou impressionantes 70 páginas e foi finalizado há cerca de um mês. A expectativa é que Kinberg entregue uma nova versão do roteiro em março. Apesar de Kennedy ainda se referir ao projeto como uma “trilogia”, o processo de desenvolvimento sugere que ainda está longe de um estágio de pré-produção ou filmagem. Esse rigor na fase de concepção reflete a cautela e o compromisso da Lucasfilm na construção de narrativas coesas e impactantes para suas próximas produções cinematográficas, visando reconquistar e engajar plenamente a base de fãs da saga, que acompanha de perto cada decisão criativa.
Projetos em Segundo Plano e Novas Lideranças
O Destino Incerto de Outras Produções Cinematográficas
Além dos projetos centrados na figura de Rey e na visão de Simon Kinberg, Kathleen Kennedy também forneceu insights sobre uma série de outras iniciativas que, por ora, permanecem em um limbo criativo, demonstrando a complexidade da gestão de um universo tão vasto. O projeto de James Mangold, renomado diretor de “Logan”, anunciado em paralelo ao filme de Rey na Star Wars Celebration 2023, encontra-se agora em “segundo plano”, com poucos detalhes conhecidos sobre sua premissa original e o estágio de seu desenvolvimento. O mesmo se aplica ao aguardado “The Hunt for Ben Solo”, concebido por Steven Soderbergh, que, segundo relatos amplamente divulgados, foi vetado pelo presidente da Disney, Bob Iger, gerando considerável frustração entre os fãs que ansiavam por uma exploração aprofundada desse personagem. Apesar do veto, Kennedy sugeriu que o filme ainda poderia ser realizado caso alguém estivesse disposto a “assumir um risco”, indicando que a porta não está completamente fechada para algumas ideias mais audaciosas e narrativas potencialmente controversas. A Lucasfilm, ao que parece, está reavaliando constantemente seu portfólio de filmes, priorizando a coesão narrativa, a inovação e, inevitavelmente, a viabilidade comercial de cada produção para o público global.
Iniciativas “Em Parte Vivas” e a Era Pós-Kennedy
Em um panorama de projetos com futuros incertos, Kennedy mencionou que as propostas de Taika Waititi e Donald Glover ainda estão “em parte vivas”, mas que a decisão final sobre seu avanço caberá à “nova equipe”. O projeto de Waititi, aclamado diretor de “Thor: Amor e Trovão”, foi anunciado em 2020, enquanto o filme solo de Lando Calrissian, com Donald Glover retornando ao papel do carismático contrabandista, é discutido desde 2018. Essa transferência de responsabilidade aponta para uma reestruturação iminente na liderança criativa da Lucasfilm, marcando o fim de uma era e o início de outra com novas visões. A ausência de menção ao filme crossover de Dave Filoni, que reuniria personagens de sucesso como “The Mandalorian”, “Ahsoka” e “Boba Fett”, também foi notável. É provável que o próprio Filoni, que ascende a uma posição de maior influência e é visto como o sucessor natural de Kennedy em termos de direção criativa do universo Star Wars no âmbito televisivo e, crescentemente, cinematográfico, seja o responsável por futuras atualizações sobre este ambicioso projeto. Seu destino, aliás, pode estar intrinsecamente ligado ao desempenho de “The Mandalorian e Grogu” nos cinemas, que se perfila como um teste crucial para essa nova fase da franquia.
Um Futuro Cautelosamente Planejado e Entregas Confirmadas
A visão de Kathleen Kennedy sobre o futuro cinematográfico de Star Wars, em suas últimas declarações como líder da Lucasfilm, revela uma paisagem de múltiplos projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, marcada por uma evidente cautela e um processo de revisão rigoroso. Enquanto a franquia navega por transições criativas e de liderança, a empresa parece estar consolidando uma estratégia que busca equilíbrio entre a expansão narrativa e a qualidade das produções. A vasta lista de projetos mencionados e aqueles deixados de lado, como o filme de Jabba the Hutt de Guillermo del Toro, a trilogia “Knights of the Old Republic” de Laeta Kalogridis, “Star Wars: TIE Fighter” de Matt Owens, e a origem Jedi de D.B. Weiss e David Benioff, sublinha a complexidade de transformar ideias em realidade no universo Star Wars. No meio de tanta incerteza e projetos em maturação, apenas dois filmes têm suas datas de lançamento confirmadas, oferecendo um vislumbre concreto do que os fãs podem esperar. O aguardado “The Mandalorian e Grogu” está programado para ser lançado nos cinemas em 22 de maio, marcando a transição do sucesso televisivo para a tela grande e aprofundando o universo da Nova República. Em seguida, “Star Wars: Starfighter”, que contará com a estrela Ryan Gosling, tem sua estreia marcada para 28 de maio de 2027, sinalizando um horizonte de longo prazo para as ambições cinematográficas da saga. Estes lançamentos confirmados servem como pilares de uma estratégia que, sob nova direção, continuará a moldar a rica tapeçaria de Star Wars para as próximas gerações de fãs, consolidando seu legado e explorando novas fronteiras narrativas.
Fonte: https://www.ign.com











