A Canção “Golden” Conquista o Cenário Global e as Principais Premiações
Trajetória de Sucesso e Reconhecimento Inquestionável
A ascensão meteórica de “Golden” é um testemunho de seu apelo universal e da qualidade de sua produção. Lançada como parte do universo do filme “KPop Demon Hunters”, a faixa não demorou a dominar as paradas musicais internacionais. Com oito semanas consecutivas na cobiçada primeira posição da Billboard Hot 100 e um período ainda mais longo, de dezoito semanas, no topo da Billboard Global 200, a canção solidificou seu status como um fenômeno mundial. O impacto digital também foi colossal, com a faixa superando a marca de um bilhão de visualizações na plataforma YouTube, um feito que poucos artistas e produções audiovisuais conseguem atingir. Este reconhecimento pré-Oscar não é um evento isolado; “Golden” já havia sido agraciada com o Globo de Ouro de Melhor Canção Original e está na disputa em categorias de peso no Grammy Awards, incluindo Canção do Ano, Melhor Performance de Duo/Grupo Pop e Melhor Canção Escrita para Mídia Visual. Tais prêmios e indicações precedentes pavimentaram o caminho para a notável indicação ao Oscar, colocando a música e o filme em destaque na elite do entretenimento global. A composição de “Golden” é fruto de uma colaboração talentosa, envolvendo EJAE, Mark Sonnenblick, IDO e TEDDY, com a interpretação vocal de EJAE ao lado de REI AMI e Audrey Nuna, que formam as vozes do grupo HUNTR/X.
A Emoção por Trás das Cenas: Reações à Indicação ao Oscar
Surpresa e Alegria Entre Criadores e Diretores
A manhã de quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, foi marcada por um turbilhão de emoções para os criadores de “Golden” e “KPop Demon Hunters”. Horas após o anúncio oficial das indicações ao Oscar, EJAE, a cantora e coautora da música, expressou sua dificuldade em “digerir” o sucesso avassalador da canção, muito menos a inédita indicação à estatueta dourada. De sua sala de estar em Nova York, em uma videochamada com o coautor Mark Sonnenblick, EJAE não conseguiu conter a euforia. “Eu gritei alto demais”, confessou a artista, descrevendo sua reação imediata como “selvagem”. A cena se repetiu de forma distinta para os diretores do filme, Maggie Kang e Chris Appelhans, que foram acordados às 5h30 da manhã, horário de Los Angeles, com a notícia de suas indicações não apenas para Melhor Canção Original, mas também para Melhor Filme de Animação. Appelhans, em um momento de pura espontaneidade, relatou uma reação similar à de EJAE. “Soltei um som, então meu filho veio ver o que estava acontecendo”, relembrou ele, com um toque de humor. A tentativa de explicar ao filho o que eram os Oscars e a paixão da criança por troféus, gerou uma brincadeira sobre a expectativa de trazer um prêmio para casa. Essa mistura de incredulidade, alegria e até um certo desconcerto diante da magnitude do reconhecimento reflete o impacto profundo que a indicação ao Oscar representa para esses talentosos artistas e cineastas.
Mais do que um Hit: O Impacto Cultural e a Jornada de EJAE
De Idol Trainee a Pioneira da Música e Representatividade Coreano-Americana
A indicação de “Golden” ao Oscar transcende o mero reconhecimento musical, representando um marco significativo para EJAE e para a cultura K-pop em geral. A jornada de EJAE é um testemunho de resiliência e paixão. Após uma década de treinamento como idol de K-pop na renomada SM Entertainment, e a subsequente decepção de ser dispensada em 2015, a artista redirecionou seu foco para a composição. Seu sonho de ter um “hit na Hot 100” parecia distante, mas a vida, de maneira “estranha e serendípica”, como ela descreve, realizou tanto o sonho de um sucesso global quanto a projeção como intérprete. Crescendo em Nova Jersey, EJAE lembrou-se de ser “tirada sarro” por gostar de K-pop, um gênero que, na época, era um nicho compreendido apenas por ela e suas amigas coreanas. Agora, ela celebra ver o K-pop “crescendo mais e mais” e fazendo parte de um filme que o “mostra da maneira mais autêntica”.
A colaboração no filme “KPop Demon Hunters” permitiu que EJAE, Maggie Kang e Chris Appelhans contribuíssem ativamente para a evolução do K-pop no cenário mainstream. Kang enfatizou o objetivo inicial do filme: “Como podemos pegar toda a cultura K e englobá-la em um filme?” O resultado é uma obra que permite aos coreanos se identificarem e celebrarem sua cultura. Appelhans, por sua vez, mencionou a experiência de sua esposa e da diretora Kang em um concerto do BTS, observando a diversidade do público de Los Angeles cantando letras em coreano, o que “provava a todos que o K-pop transcende fronteiras” e deu confiança ao conceito do filme. EJAE complementa, expressando a beleza de ver “crianças de todas as diferentes raças na América, em todo o país, vestidas como mulheres coreanas no Halloween”, emulando personagens como Rumi do filme, com suas tranças icônicas. Para ela, ver pessoas cantando letras em coreano por todo o mundo é “um sonho lindo”, solidificando o impacto cultural e a quebra de barreiras que o filme e a música “Golden” representam.
O Futuro de “KPop Demon Hunters” e o Legado de EJAE
Novos Horizontes e a Missão de Abrir Portas para Talentos Emergentes
Com o sucesso estrondoso de “KPop Demon Hunters” e a indicação de “Golden” ao Oscar, a especulação sobre uma possível sequência é inevitável. Questionados sobre a direção musical do grupo HUNTR/X em um futuro filme, EJAE e Maggie Kang mantiveram o mistério, respondendo simplesmente com um “TBD” (a ser determinado). No entanto, todos os três criativos concordam que os inúmeros elogios e prêmios não adicionam “pressão” para se superarem, mas sim uma validação de suas trajetórias. Para EJAE, o êxito de “Golden” como compositora apenas reafirmou que ela deve continuar trilhando seu caminho com a mesma dedicação. “Sou minha pior crítica”, compartilha EJAE, explicando que sempre teve “padrões muito altos” e que continuar a crescer como escritora sempre foi sua mentalidade. O que mudou, segundo ela, é a percepção de sua identidade e propósito. Sendo uma mulher coreano-americana e compositora, EJAE nota a escassez de representatividade na indústria. Sua nova força motriz, portanto, tornou-se “abrir portas” para outras mulheres coreano-americanas, pavimentando o caminho para futuras gerações de talentos. A cerimônia do Oscar de 2026, que certamente será um palco para celebrar não apenas “Golden” e “KPop Demon Hunters”, mas também a diversidade e a inovação na indústria, será transmitida ao vivo pela ABC e via streaming na Hulu, em 15 de março.
Fonte: https://www.billboard.com











