Brasil, o país com cristãos que seguem homens e depois Jesus… E olha lá.

Sabemos que a guerra política entre direita e esquerda no Brasil está longe de acabar, mas o que poucos ousam dizer é que, no fundo, as duas metades se completam em um caos ideológico que ultrapassa a barreira do ridículo. De um lado, o movimento petista que já conhecemos; do outro, um fenômeno que se iniciou com o bolsonarismo e nos entregou “pérolas” ao despertar um povo que, não fossem as cores da bandeira, seria facilmente confundido com seus adversários. Em termos cognitivos e de conhecimento geral sobre política — ou até mesmo sobre o próprio país —, o que vemos hoje são massas manipuladas por assistencialismo ou pessoas com um anseio profundo por idolatria. Esse comportamento caminha lado a lado com um péssimo repertório cultural: estamos falando de espectadores de reality shows que mal dominam a língua materna, o português, e que agora transferiram sua carência de “fã-clube” para o cenário público.

Para que um país tivesse essas metades digladiando-se com seriedade, o mínimo necessário seria o conhecimento básico sobre as leis e a Constituição. Deveríamos votar com base na competência e exercer uma cobrança rígida sobre as promessas de campanha. No entanto, o que temos é uma política de espetáculo e uma “micareta de curtidas”. A tal caminhada para Brasília, liderada por figuras como Nikolas Ferreira, é o exemplo perfeito dessa farsa. Enquanto o povo acredita participar de um ato de sacrifício, quem analisa a trajetória do bolsonarismo entende que o objetivo é a promoção de uma nova figura messiânica para 2026. Estão moldando um novo ídolo sobre o alicerce da popularidade digital, enquanto a massa ignora as omissões e as decisões questionáveis de quem já exerce mandato e pouco entrega de concreto. Como alerta o Salmo 146:3: “Não confieis em príncipes, nem em filhos de homens, em quem não há salvação”.

A blasfêmia da comparação: O perigo do “Messias” de barro

O que mais causa náusea e indignação no cristão verdadeiro é a blasfêmia ignorante que tomou conta das redes sociais e das ruas. Chegamos ao ponto de ver brasileiros comparando Nikolas Ferreira a Jesus Cristo. Essa comparação não é apenas um erro político; é uma abominação espiritual. Ao tentarem desenhar um jovem político como uma figura crística, cometem um dos pecados mais graves: a profanação do Sagrado para elevar o profano. Jesus Cristo deu a vida pela humanidade em uma cruz; políticos fazem caminhadas para ganhar seguidores e autoridade. É um perigo extremo tratar falhas humanas e projetos de poder como se fossem missões divinas. Essa “santificação” cega o povo, impedindo-o de enxergar que, por trás do discurso religioso, existem acordos com o “centrão”, verbas obscuras e omissões graves. Quando se transforma um homem em um deus, perde-se o direito de cobrá-lo como funcionário público — e é exatamente isso que os lobos em pele de cordeiro desejam.

Para esse povo idólatra, os crimes da família Bolsonaro, as “rachadinhas” e os funcionários fantasmas são ignorados sob a desculpa retórica: “E o PT? E o Lula?”. Ora, o Lula é corrupto e condenado, e certamente quem o apoia caminha contra os princípios bíblicos. Mas o grupo político oposto, que também acumulou escândalos e arrastou o povo para a idolatria, não seria igualmente inimigo dos valores de Deus? Ou, quando se trata dos “nossos”, podemos ignorar a verdade? É decepcionante observar pastores que deveriam nos representar fazendo “xadrez 4D” para validar atos vazios, esquecendo-se de que o julgamento de Deus começa pela Sua própria casa. Enquanto o povo ora na estrada, nos bastidores corre o dinheiro de esquemas. Investigações sobre o Banco Master e fraudes no INSS revelam que a corrupção foi operada por figuras que usam a fé como escudo, envolvendo jatinhos e alianças financeiras com lideranças de instituições como a Igreja Lagoinha.

O verdadeiro cristão não está satisfeito com isso; ele está horrorizado. É lamentável ver o nome de Cristo ser usado como anteparo para proteger homens atolados em falhas e crimes. Como diz Gálatas 1:10: “Porventura procuro eu agora o favor dos homens ou o de Deus? Se estivesse ainda agradando a homens, não seria servo de Cristo”. Para Deus e para quem segue as Escrituras, não existe meio-termo. Mateus 5:37 é implacável: “Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno”. O Brasil não precisa de novos salvadores que caminham para gerar engajamento; precisa de um povo que aprenda a discernir o certo do errado sem acepção de pessoas. Estamos no caminho errado, sendo enganados com a nossa própria permissão, trocando o Evangelho puro por um palanque político sujo.

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