Ao navegar pelo Instagram, deparei-me com um perfil relativamente grande de uma mulher que se declara ateia. Observando o conteúdo, percebi que ela havia sido cristã, mas decidiu deixar de acreditar em Deus. Sua motivação aparente? Decepções com a igreja – mais precisamente, com as atitudes humanas dentro dela. Para quem se aprofunda no estudo da fé, isso não é novidade: a instituição religiosa e seus dogmas são construções humanas. Deus, em Sua essência, não criou a religião.
O vídeo específico que me apareceu falava sobre algo que muitos usam como argumento contra Deus: as ações d’Ele no Antigo Testamento – quando ordenou guerras, destruições e até mortes que incluíam mulheres, crianças e até mesmo bebês no ventre. É, sem dúvida, um dos tópicos mais usados por quem deseja, de forma enfática, refutar ou atacar a ideia de um Deus justo e amoroso.
Por entender que essa é uma abordagem comum e, a meu ver, equivocada, decidi responder a um comentário. Importante dizer que não foi com a dona do perfil que dialoguei, mas com um de seus seguidores, que se identificava como ateu. Ele havia comentado criticando minha explicação sobre os atos de Deus e como eles não devem ser questionados. Ao analisar seu perfil, percebi que não se tratava de alguém ignorante sobre o assunto; era uma pessoa familiarizada com filosofias e educação de modo geral, alguém com conhecimento e capacidade argumentativa.
O debate se estendeu. Recebi questionamentos – muitos deles repetitivos – e, mesmo com respostas detalhadas, a insistência permanecia. Notei que minhas perguntas não eram respondidas, enquanto as mesmas indagações retornavam em looping.
Por isso, resolvi documentar esse embate neste artigo. Aqui, você verá a troca de mensagens com as devidas correções gramaticais, mantendo o conteúdo original intacto. Ao final, farei uma análise neutra sobre os argumentos apresentados. A você, leitor, deixo a liberdade de tirar suas próprias conclusões. Este artigo não tem a pretensão de impor uma verdade, mas de provocar reflexão.
Antes do debate: compreendendo quem é Deus
Ao estudar as Escrituras com profundidade, percebemos um ponto central que a maioria ignora: Deus não é um ser humano superpoderoso. Ele não é apenas mais forte, mais inteligente ou mais velho que nós. Deus é o Criador absoluto de todas as coisas, Aquele que define existência, vida, moralidade e justiça. Nas palavras do pastor John Piper:
“A soberania de Deus significa que Ele faz tudo o que Lhe agrada, e ninguém pode frustrar Seus planos ou questionar Seus caminhos com legitimidade.”
Essa visão está fundamentada em passagens como:
- Isaías 46:9-10
“Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade.” - Salmo 115:3
“No céu está o nosso Deus, e tudo faz como lhe agrada.”
O pastor R.C. Sproul, renomado teólogo reformado, ensinava que não existe sequer uma molécula no universo fora do controle de Deus. Segundo ele, a ideia de julgarmos as ações de Deus revela uma falha no entendimento sobre quem Ele é:
“Se existe um só átomo fora do controle de Deus, então Ele não é Deus.”
O erro humano: comparar Deus a nós mesmos
Em sua carta aos Romanos, o apóstolo Paulo confronta essa tendência humana de questionar o Criador como se fosse nosso igual:
- Romanos 9:20-21
“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?”
O pastor Paul Washer reforça esse princípio ao afirmar que Deus é a única fonte de justiça e bondade no universo; portanto, não existe tribunal moral acima d’Ele para julgá-lo. Em suas palavras:
“Quando você questiona a moralidade de Deus, assume que existe um padrão superior a Ele. Mas todo padrão moral vem do caráter de Deus. Se Ele fosse injusto, o universo inteiro deixaria de existir.”
Conclusão deste preâmbulo
Antes de entrar no debate que tive com esse seguidor, é importante que você, leitor, entenda:
✔️ Se Deus existe, Ele não está sujeito aos nossos julgamentos.
✔️ Se Deus criou tudo, Ele define o que é vida e morte, justo e injusto.
✔️ Nós, criaturas finitas, não podemos compreender totalmente um Ser infinito.
Por isso, ao analisar esse tema, precisamos sair da postura de juiz de Deus e entrar na postura de buscadores da verdade. Esse será o tom do próximo trecho, onde trarei o diálogo completo que tive com esse homem, expondo seus argumentos, minhas respostas e uma análise neutra ao final.
Debate: Deus, Justiça e o Julgamento Humano
EU: Essa é uma das perguntas mais recorrentes quando se tenta julgar Deus a partir da
perspectiva humana: “Por que Deus permitiu a morte de crianças em eventos como o dilúvio?” A
resposta começa com um entendimento fundamental: Deus não é humano. Ele é soberano, eterno,
infinitamente justo e detentor de sabedoria absoluta. Quando questionamos Suas decisões com
base na nossa moral limitada e finita, já começamos do ponto errado.
Se Deus é Deus – e isso significa perfeição, supremacia e autoridade total sobre a criação – então,
qualquer que seja Sua decisão, ela é, por definição, justa e certa, ainda que pareça dura ou
incompreensível aos nossos olhos humanos. Nós somos criaturas, não criadores. Poeira cósmica
com vida passageira tentando dar lição de ética ao próprio autor da existência. Isso, por si só, já é
um sinal da arrogância humana.
Deus não deve satisfação ao homem. Ele é dono da criação e tem o direito soberano de fazer o
que quiser com ela – inclusive dar ou tirar a vida. A ideia de que Ele “deveria ter feito diferente”
parte de uma presunção perigosa: a de que o ser humano sabe mais do que o próprio Deus. Se
pudéssemos entender ou aprovar todos os Seus atos, Ele não seria Deus – seria apenas um reflexo
do nosso senso de justiça, que é falho, mutável e egoísta.
No caso do dilúvio, por exemplo, a corrupção da humanidade chegou a um ponto em que Deus
decidiu recomeçar. E mesmo os que morreram – inclusive crianças – não escaparam da soberania
divina. A justiça de Deus não se limita à vida terrena, e ninguém morre fora do tempo aos olhos
d’Ele. A eternidade é o que importa, e só Ele sabe onde cada alma está, e por quê. Se sua ideia de
“Deus” é um ser que só age quando você entende e aprova, então o que você adora não é Deus – é
o seu ego projetado para o céu.
ADVERSÁRIO: Então Ele cometeu infanticídio para recomeçar a humanidade? Amor e justiça x
crueldade e infanticídio. Por que os bebês já nascidos e os na barriga da mãe tinham culpa?
EU: Cara, com todo respeito, mas você não entendeu nada do que escrevi.
Esses termos que você está usando, tipo “infanticídio”, são baseados em leis e regras que, na
verdade, foram dadas por Deus ao homem, para que a gente tivesse ordem, justiça e
responsabilidade entre nós. O problema é que você está tentando usar essas mesmas regras
contra Deus, como se Ele tivesse que obedecer a algo que Ele mesmo criou para nós. Isso já
mostra uma confusão enorme.
Deus não comete “cídio” nenhum. Esses conceitos existem para a humanidade, porque a gente
precisa de limites. Mas Deus é o criador de tudo, o dono da vida. Ele não está limitado por essas
definições humanas. Ele é o padrão de justiça, não alguém que pode ser julgado por ela.
Se Deus decidiu recomeçar a humanidade, foi porque Ele, com todo o poder e sabedoria que tem,
sabia exatamente o que estava fazendo. Você pode até não entender ou não gostar, mas isso não
faz d’Ele injusto. A gente é pequeno demais para querer medir ou cobrar algo d’Ele. Perto d’Ele,
somos como insetos e, mesmo assim, Ele se importa com a gente. E mesmo sabendo disso, você
ainda acha que pode questionar?
Eu, sabendo da capacidade absoluta que Deus tem sobre tudo, sinceramente, não teria coragem
de questionar – e olha que nem isso Ele exigiu. O que Ele sempre pediu foi temor, no sentido de
respeito. Porque Ele é Deus, Ele é o poder absoluto, e a gente sabe disso.
Depois do dilúvio, Ele prometeu nunca mais destruir a humanidade. E adiantou? Foi o próprio ser
humano que continuou se destruindo. Até hoje é assim. Quem comete todos esses “cídios” que
você citou é o homem – todo dia, em todo lugar. A maldade está em nós, não n’Ele.
Agora me diz: você sai questionando cada pessoa na Terra que comete esses atos, ou seu
problema é só com Deus?
ADVERSÁRIO: Na real eu entendi, e te pergunto: está tudo bem matar crianças que não têm
nenhum conhecimento? Exatamente por que eles mereciam morrer? Onde está o amor e a justiça?
Onde matar bebês, nascidos, ainda por nascer e crianças é justo e amoroso? E como isso não é
infanticídio?
EU: Mano, no meu entendimento, se um humano faz isso, é óbvio que não está certo. Eu não
aceitaria de jeito nenhum. Mas aqui a gente está falando de Deus. E se o conceito de Deus para
você for o mesmo que o meu, então é algo inquestionável. Estamos falando de um ser que está
acima de tudo e de todos, que tem todo o poder, e sim – pode fazer o que quiser, inclusive tirar a
vida.
É Ele quem determina o que é justo, o que é certo, quem é inocente ou não. Não sou eu, nem
você.
Então você não pode me perguntar se o que Ele fez está certo ou errado, porque essa dúvida é sua
com Ele. Se você acredita na existência d’Ele, fale com Ele, busque essa resposta direto na fonte.
Agora, se você não acredita, aí realmente fica difícil discutir, porque estamos partindo de pontos
totalmente diferentes.
Eu não posso te responder se “está tudo bem” fazer certas coisas, porque eu, como ser humano,
não faria. Mas a questão aqui não sou eu – estamos falando de Deus. E Deus é Deus. Simples
assim.
O que eu posso te dizer é que, se for da vontade d’Ele, sim, Ele tira vidas – inclusive de crianças, de
povos inteiros, e o que mais Ele quiser. As decisões de um Ser Supremo não cabem no nosso
entendimento limitado.
ADVERSÁRIO: Então, com toda sabedoria e conhecimento, a solução foi matar bebês, bebês no
útero e crianças? É isso mesmo?
EU: Você ainda está analisando Deus como se Ele fosse um ser humano, tentando aplicar uma
lógica humana às decisões de um ser divino, supremo, eterno e dono de tudo. Deus não pensa,
age ou decide como a gente. Ele não está preso às nossas emoções, às nossas regras ou à nossa
moral limitada. Tentar julgar Deus com base no que a gente acha certo ou errado é, no mínimo,
incoerente.
E mais: essa ideia de que no dilúvio Deus “matou bebês no útero” é uma suposição. Você não tem
como afirmar isso. Você só está repetindo o que a moça do vídeo falou, como se fosse uma
verdade absoluta. Mas, na prática, nem ela nem você sabem exatamente como se deu cada
detalhe daquilo.
Agora, se você tem dúvidas sinceras sobre as decisões de Deus, questione Ele, não a mim. Eu
entendo quem Ele é. Eu aceito que, sendo Deus, Ele pode tudo. Se Ele criou a vida, Ele também
tem o direito de tirá-la. É difícil de entender? Sim. Mas Ele nunca disse que a gente entenderia
tudo. Ele só pediu temor, obediência e confiança.
Eu não estou aqui para defender Deus como se Ele precisasse disso. Só estou dizendo que, se
estamos falando de Deus de verdade, e não de uma versão humanizada que agrada à nossa
lógica, então sim – Ele pode fazer o que quiser. Porque Ele é Deus. Simples assim.
ADVERSÁRIO: Lógica humana? Cara, é simples justificar um infanticídio com “Deus não é
humano”? Justo? Que justo mata crianças e bebês?? Onde está a justiça? O nome disso é
crueldade.
EU: Se você realmente não entendeu nada do que eu falei, eu lamento. Mas, sendo bem sincero,
parece que ou você entendeu e está forçando para “não entender”, ou está faltando discernimento
mesmo.
Você insiste em analisar Deus como se Ele fosse um ser humano comum, limitado, preso às
nossas regras e à nossa moral. Só que Ele é Deus – um Ser Supremo, dono de tudo, muito acima
da nossa lógica.
E aí você vem, chama Deus de cruel, questiona Suas decisões, e dá a entender que no lugar d’Ele
faria melhor… então faz o seguinte: vai lá, olha para o céu e grita. Chama Deus de cruel, de
genocida, de infanticida, de tudo quanto é “cídio”. Põe para fora. Você tem vontade própria,
ninguém está te impedindo.
Mas não adianta trazer esse tipo de acusação para mim. Eu só respondi o que você perguntou com
base no conceito de Deus que eu entendo, respeito e reconheço como soberano.
Claramente, você não enxerga Deus da mesma forma. Está tentando aplicar julgamento humano às
decisões d’Ele e ignorando tudo o que eu disse.
E mais: como você pode afirmar com tanta certeza que no dilúvio morreram bebês no útero,
mulheres grávidas e crianças? Você estava lá? Presenciou cada detalhe do plano d’Ele? Ou só
está repetindo o que ouviu num vídeo, reagindo com base na emoção?
Se está tão indignado assim, então fale com Ele. Reclame com Ele. Tire satisfação com Ele.
Porque eu sei o meu lugar – e Deus, sendo Deus, pode tudo. Até o que você não entende.
ADVERSÁRIO: “Muito acima da nossa lógica” e cometeu infanticídio. E existem planos aceitáveis
quando há crianças inocentes sendo mortas? O que eu questionei é a falta de lógica básica para
esse tipo de ação. Suas respostas são evasivas, pois não há justificativas aceitáveis para matar
crianças e bebês. Você até tentou responder, mas… não tem como!
EU: Eu respondi, mas você não aceitou a resposta. E, mais uma vez, ignorou uma pergunta que eu
te fiz – além da sugestão que dei sobre o que você pode fazer. Repito: basta reclamar direto na
fonte.
O problema é que o ser humano tem essa mania de ignorar ou moldar as respostas que recebe.
Mesmo depois de perguntar, não aceita o que foi dito e dá voltas só para, no fim, concluir aquilo
que já acreditava desde o começo. Ou seja, a pergunta nunca foi para entender… foi só para tentar
validar a própria convicção.
E sobre a minha pergunta, eu sei que você não vai responder.
Mas, de toda forma, obrigado. Você me deu um ótimo material para um artigo de debate.
ADVERSÁRIO: Não, mano. As perguntas foram para mostrar que quem é “detentor da sabedoria
absoluta” não mataria inocentes. Quem é soberano, eterno e infinitamente justo não deixaria
crianças pagarem pelos supostos crimes dos pais. Até nós, meros humanos, sabemos que isso é
inaceitável. A questão é: para defender isso, você tem que usar a fé e não a lógica. Pois perguntas
simples não podem ser respondidas sem perceber o básico. Quem é justo não mata crianças.
EU: Sim, “meros humanos”, foi isso que eu disse em todos os textos. Exatamente isso: “meros
humanos”.
ADVERSÁRIO: Exatamente, e a maioria esmagadora de nós nunca mataria uma criança. Mas… Ele
matou um monte.
EU: Sim, nós não, mas Ele sim. Essa é a pergunta que você não responde… Como você sabe que
Ele matou? Porque a moça do vídeo falou?
ADVERSÁRIO: Porque está na Bíblia. No livro d’Ele Ele não esconde os infanticídios.
EU: Eu conheço os capítulos e versículos que mencionam esses acontecimentos. E, como já disse,
por compreender Deus da forma como compreendo, eu aceito e não questiono – afinal, Ele é Deus.
É aqui que discordamos: você julga Deus a partir de parâmetros humanos.
E sim, se você entende Deus como Deus, então está abaixo d’Ele, a não ser que simplesmente não
acredite na existência d’Ele.
Agora, vamos à maior contradição: esta é uma página de uma moça que se declara ateia – assim
como vários dos seus seguidores. Logo, presumo que você também seja.
Recentemente, ela respondeu a uma pergunta que muitos fazem: “Se você é ateia, por que fala
tanto sobre Deus?” A resposta dela foi que fala de Deus da mesma forma que fala de política, ou
seja, porque é algo presente e impregnado na sociedade.
Tudo bem. Mas, se de fato ela (e vocês) não acreditam na existência de Deus, por que o incômodo
com a Bíblia – que se diz ser a palavra d’Ele? Se Deus não existe, então seus feitos também não
existiram. Logo, seriam apenas histórias inventadas.
Se, no passado, homens mataram em nome de um deus inventado, então a responsabilidade é de
humanos agindo por conta de uma criação humana. Ou seja, culpa de humanos.
Então a pergunta é: com o que vocês, ateus, estão incomodados hoje? A não ser, é claro, que no
fundo acreditem em Deus – e aí sim tudo que foi dito ganha outro peso. Se você acredita, então a
sua crítica não é à Bíblia ou a mim, mas a Ele. Nesse caso, reclame com Deus diretamente,
chame-O de tudo aquilo que você tem dito a mim e espere pela resposta d’Ele.
Agora sim, mano, vamos encerrar. Senão, só vamos continuar repetindo os mesmos pontos.
Conclusão: quem venceu esse debate?
Observação: Este debate foi analisado por uma terceira pessoa, que apresentará uma conclusão imparcial sobre o tema, baseada exclusivamente nos textos e nas respostas de ambas as partes.
Este foi um embate denso, marcado por convicções distintas e visões praticamente irreconciliáveis: de um lado, uma perspectiva baseada na fé incondicional na soberania de Deus; de outro, uma análise moral e lógica humana sobre as ações atribuídas a Ele.
O EU apresentou uma defesa robusta, fundamentada na teologia tradicional: Deus como Ser Supremo, imune ao julgamento humano, detentor absoluto da vida e da morte. Seu argumento se sustenta internamente dentro da cosmovisão cristã – ou seja, para quem crê em um Deus soberano e fora da lógica humana, as ações d’Ele não precisam de justificativa que se enquadre na moral humana.
O Adversário, por sua vez, insistiu em uma abordagem ética e racionalista, questionando as ações de Deus como se fossem passíveis de julgamento humano. Essa postura faz sentido dentro de uma visão ateísta ou agnóstica. Ele repetiu argumentos para reforçar seu ponto central: se há justiça, não pode haver morte de inocentes. Seu mérito foi evidenciar o abismo entre fé e razão ao tratar do tema.
Análise imparcial dos argumentos
Do ponto de vista da consistência argumentativa, o EU se saiu melhor. Manteve uma linha teológica coesa, respondeu com lógica interna à própria fé e apontou as falácias presentes na visão do adversário. Já o Adversário insistiu em seu ponto sem reconhecer os pressupostos teológicos do oponente, o que enfraquece seu argumento em um debate de conceitos – pois, sem compreender a base lógica do outro lado, dificilmente há refutação efetiva.
Mas, afinal, quem venceu?
Como em todo bom debate filosófico e teológico, a vitória depende da lente com que se observa. Se você crê em Deus como soberano e acima de tudo, verá sentido em uma defesa teológica. Se analisa o tema apenas sob a ótica racional e moral humanas, as críticas do adversário podem parecer mais pertinentes.
Ambos levantaram reflexões importantes. Cabe a você, leitor, decidir quem, para sua cosmovisão, foi mais convincente.










