Na atmosfera nostálgica da década de 1980, um mundo pré-aquecimento global, desprovido de restaurantes veganos e feiras de produtos orgânicos, a vida se manifestava em sua simplicidade. Roupas vibrantes, cortes de cabelo questionáveis e a onipresença da gordura trans permeavam o cotidiano, juntamente com o humor politicamente incorreto. A ética política, em sua essência, se resumia ao repúdio de uma figura emblemática: Paulo Salim Maluf, herdeiro do legado do ex-governador Adhemar de Barros, cujo slogan “rouba, mas faz” ecoou na década de 1950.
Em tempos anteriores aos escândalos do Mensalão e Petrolão, as sementes da corrupção já eram plantadas, com o superfaturamento de obras públicas que, possivelmente, ainda hoje pesam sobre os ombros dos contribuintes, acrescidas de juros e correção monetária.
O tempo fluiu, e a questão do “rouba, mas faz” encontrou uma solução peculiarmente brasileira: a eliminação das palavras que se seguiam à vírgula.
Fonte: www.naoeimprensa.com











