O caso do Banco Master não é apenas um escândalo bancário; é a prova definitiva de que, nas altas esferas do poder, a ideologia é apenas uma cortina de fumo. O que se desenhou nos bastidores foi um “monstro” financeiro que engoliu economias de 1,6 milhão de brasileiros e bilhões em fundos de pensão, sustentado por uma rede de influência que vai do Palácio do Planalto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A Anatomia da Fraude: O Castelo de Cartas
A fraude que culminou na liquidação do Banco Master em 18 de novembro de 2025 foi estimada entre R$ 50 bilhões e R$ 80 bilhões. O banco utilizava uma estratégia agressiva para captar recursos, oferecendo CDBs com rendimentos de 140% do CDI, enquanto grandes bancos ofereciam apenas 100%.
- Crédito sem Lastro: O banco criava empréstimos fictícios para empresas de fachada. Um exemplo gritante é uma empresa com patrimônio de apenas R$ 5 mil recebendo um empréstimo de R$ 300 milhões.
- O Loop da Maquiagem Fiscal: Através da REAG Trust, o dinheiro circulava em um ciclo infinito: do Master para empresas fantasmas, destas para fundos da REAG e voltava para o Master como capital “limpo” e supervalorizado.
- O “Pulo do Gato” no BRB: Para dar liquidez aos seus títulos podres, o Master tentou vendê-los ao Banco de Brasília (BRB), um banco público. O prejuízo estimado dessa operação foi de R$ 2 bilhões, levando ao afastamento do presidente do BRB pela justiça.
A Farofa no Palácio: A Porta dos Fundos do Planalto
As investigações revelam que o dono do banco, Daniel Vorcaro, tinha acesso livre ao governo Lula, muitas vezes ignorando registros oficiais.
- A “Dívida de Gratidão”: O ex-ministro Guido Mantega foi contratado pelo Master como consultor, recebendo cerca de R$ 1 milhão por mês. Mantega atuava como lobista, abrindo as portas do Palácio do Planalto para Vorcaro em reuniões fora da agenda.
- Reunião Secreta com Lula: Em dezembro de 2024, ocorreu uma reunião não registrada entre Lula, Vorcaro, Mantega e Gabriel Galípolo (indicado ao Banco Central). Na ocasião, Vorcaro se vitimizou, alegando pressão do mercado, e teria recebido incentivos de Lula para “seguir em frente”.
- A Conexão Lewandowski: Antes de assumir o Ministério da Justiça, o escritório da família de Ricardo Lewandowski também mantinha contratos de consultoria com o banco, recebendo R$ 250 mil mensais.
A Blindagem no STF: O Contrato de R$ 129 Milhões
Talvez o ponto mais escandaloso seja a relação direta com o ministro Alexandre de Moraes.
- O Escritório da Esposa: A Polícia Federal encontrou no celular de Vorcaro um contrato de R$ 129 milhões com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O contrato previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões, um valor absurdo para um escritório sem histórico em grandes causas nacionais.
- Intermediação e Intimidade: Foram registradas seis ligações de Alexandre de Moraes para Gabriel Galípolo em um único dia para tratar da compra do Master pelo BRB. Além disso, o ministro foi visto na “mansão bunker” de Vorcaro em Brasília, fumando charutos e acompanhando apurações eleitorais.
O Frango Assado: Quem Paga a Conta?
Enquanto a elite política e jurídica se banqueteava com honorários e consultorias milionárias, o prejuízo sobrou para o cidadão comum:
- Investidores Traídos: 1,6 milhão de pessoas tiveram seus investimentos congelados. Quem investiu acima do limite do FGC (R$ 250 mil) terá que brigar na justiça por anos.
- Futuro Destruído: Pelo menos 18 institutos de previdência municipal (IPREMs) e o Rio Previdência investiram bilhões em letras financeiras do Master que não possuem cobertura do FGC. Dinheiro de aposentadoria de professores e policiais foi usado para sustentar o castelo de cartas de Vorcaro.
Conclusão Cronológica
- 2017-2023: O antigo Banco Máxima é transformado no Master e cresce artificialmente via operações sem lastro.
- 2024: O banco se blinda politicamente, contratando aliados do governo (Mantega) e familiares de ministros do STF (Viviane Moraes).
- Setembro de 2025: O Banco Central tenta vetar as operações suspeitas, mas sofre pressão política intensa.
- Novembro de 2025: A “bolha” estoura. O Banco Central decreta a liquidação e Daniel Vorcaro é preso na Operação Compliance Zero.
Este artigo demonstra que o escândalo do Banco Master é o retrato fiel da “mesma farofa”: não importa se o discurso é de justiça social ou de livre mercado; quando o interesse é o saque ao erário e à previdência, todos se sentam à mesma mesa, e o povo brasileiro é sempre o prato principal.
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