Emilia Clarke e Linguista de Game of Thrones Esclarecem Polêmica do Dothraki

Uma recente declaração da renomada atriz Emilia Clarke, conhecida por seu icônico papel como Daenerys Targaryen na aclamada série “Game of Thrones” da HBO, reacendeu um debate sobre as complexidades da atuação em línguas fictícias. Clarke expressou publicamente sua frustração e desapontamento ao descobrir que David J. Peterson, o linguista responsável pela criação do Dothraki e do Alto Valiriano para o universo de Westeros, teria criticado sua pronúncia da língua Dothraki. A atriz, que dedicou um esforço considerável para dominar as nuances dessa linguagem inventada, sentiu-se “realmente irritada”, questionando a validade de tais críticas a algo que, por sua própria natureza, é maleável. A controvérsia, no entanto, foi prontamente abordada por Peterson, que buscou esclarecer a situação, revelando um mal-entendido crucial sobre as intenções por trás da fluência linguística de sua personagem.

A Controvérsia em Torno do Dothraki de Daenerys

A Perspectiva de Emilia Clarke sobre a Pronúncia e Esforço

Emilia Clarke, em uma aparição no programa televisivo “Late Night With Seth Meyers”, detalhou a origem de sua irritação. Anos após o término de “Game of Thrones”, a atriz se deparou com um artigo no qual Peterson, o mestre por trás das complexas línguas do seriado, teria afirmado que sua pronúncia em Dothraki “não era boa”. A revelação atingiu Clarke profundamente, dada a dedicação e o empenho que ela investiu em aprender e entregar as falas de sua personagem de forma convincente. “Eu coloquei tanta energia em aprender Dothraki”, afirmou Clarke no programa, expressando seu choque e incredulidade. Sua argumentação era simples e direta: o Dothraki não é uma língua real e, portanto, sua interpretação no ar se tornaria, por definição, a referência para como a língua soa. A atriz sentiu-se invalidada em seu esforço, culminando em uma sensação de profunda mágoa e, posteriormente, raiva pela percepção de uma crítica injusta à sua performance linguística. A interpretação de uma língua criada para a ficção adiciona uma camada única de desafio para os atores, que não contam com a vasta gama de falantes nativos ou materiais de referência fora do que é fornecido pela produção, tornando a própria performance parte da criação da identidade da língua.

A Explicação do Criador da Língua Fictícia

David J. Peterson Esclarece o Mal-Entendido e a Intenção Narrativa

Em resposta à declaração pública de Emilia Clarke, David J. Peterson, o linguista responsável por dar vida ao Dothraki e ao Alto Valiriano, veio a público para esclarecer o que ele descreve como um mal-entendido de longa data. Peterson reiterou que suas observações passadas, particularmente em uma entrevista de 2017, foram interpretadas erroneamente. Na ocasião, ele havia comentado que a Daenerys de Clarke não era “suposta ser fluente” no Dothraki e que, de fato, soava “não fluente”, o que ele considerava “ótimo” para a personagem. Esta nuance é crucial: Peterson nunca teve a intenção de que Daenerys Targaryen falasse Dothraki de forma impecável, como uma falante nativa. Pelo contrário, a performance de Clarke foi concebida para retratar uma personagem que, impulsionada por circunstâncias extremas, era forçada a aprender uma língua totalmente nova em um curto espaço de tempo, tornando-se funcionalmente fluente, mas com sotaques e imperfeições condizentes com um não-nativo. Para ilustrar seu ponto, Peterson fez uma analogia perspicaz com a atuação de Colin Firth em “O Discurso do Rei”, onde o gaguejar do personagem era parte essencial da interpretação e não um erro a ser criticado. Ele revelou que erros gramaticais e de pronúncia foram intencionalmente incorporados às falas de Dothraki de Clarke, inclusive nos arquivos de áudio que ele gravava para ela, visando justamente essa autenticidade da jornada linguística da personagem. Peterson fez questão de enfatizar que nunca criticou a performance de Clarke em Dothraki, pois ela entregou exatamente o que a narrativa exigia. Além do Dothraki, Peterson também elogiou o domínio de Clarke sobre o Alto Valiriano, outra língua que ele ajudou a desenvolver para a série. Em uma publicação de 2013, ele descreveu a atuação de Clarke em Valiriano como “extraordinariamente satisfatória”, notando que ela falava a língua “como uma natural”, apesar de pequenas falhas, o que reforça que sua percepção era positiva sobre o empenho da atriz em ambos os idiomas.

O Legado de “Game of Thrones” e o Futuro de Emilia Clarke

O incidente entre Emilia Clarke e David J. Peterson, embora nascido de um mal-entendido, destaca a complexidade e a paixão envolvidas na criação de mundos de fantasia tão imersivos quanto o de “Game of Thrones”. A série não apenas redefiniu o gênero televisivo, mas também elevou o padrão para a construção de universos ficcionais, onde até mesmo as línguas são desenvolvidas com rigor e profundidade. A dedicação de atores como Clarke em dominar esses idiomas artificiais e o trabalho meticuloso de linguistas como Peterson em criá-los são testemunhos do compromisso com a autenticidade que tornou Westeros tão real para milhões de espectadores. A polêmica serve como um lembrete de como a interpretação e a comunicação podem ser cruciais, mesmo em um contexto fictício. Para Clarke, que passou quase uma década imersa nesse universo épico, a jornada de “Game of Thrones” parece ter chegado a um fim definitivo em termos de seu envolvimento com o gênero de fantasia. Recentemente, a atriz declarou que é “altamente improvável” que ela apareça novamente ao lado de dragões ou em cenários semelhantes, sinalizando sua intenção de explorar novos horizontes em sua carreira. Sua contribuição para o legado da série, no entanto, permanece inegável, com sua Daenerys Targaryen e suas icônicas falas em Dothraki e Alto Valiriano gravadas para sempre na história da televisão.

Fonte: https://www.ign.com

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Outros Artigos

Edit Template

© 2025 Polymathes | Todos os Direitos Reservados